O Instituto Combustível Legal (ICL) está comemorando cinco anos, marcando meia década de luta por um mercado de combustíveis e lubrificantes mais justo, ético e transparente. Desde sua fundação, o ICL tem tecido uma rede poderosa, conectando diferentes atores – de autoridades a empresas e entidades – para combater o comércio irregular que drena bilhões da sociedade brasileira.
E para celebrar essa data emblemática, o ICL lança o Prêmio ICL de Jornalismo, uma iniciativa que visa a reconhecer o importante trabalho da imprensa e reforçar seu compromisso com a verdade. O concurso nasce com a missão de incentivar o jornalismo investigativo, premiando reportagens que joguem luz sobre os prejuízos causados pelo mercado clandestino de combustíveis e lubrificantes e as iniciativas para enfrentá-lo. Sonegação fiscal, adulteração e roubo de produtos e danos ambientais são apenas algumas das mazelas que o ICL combate, e agora a imprensa ganha um incentivo para expor essas práticas nefastas.
Emerson Kapaz, presidente do ICL, lembra que a imprensa sempre foi uma aliada importante no combate ao mercado irregular de combustíveis. “No final da década de 90, esse assunto já estava no radar das distribuidoras e revendas, mas era solenemente desconhecido do grande público. Foi a imprensa que colocou luzes na ação criminosa. Mostrou que não era um problema restrito ao setor, mas que atingia toda a sociedade com a sonegação de impostos e a adulteração dos combustíveis e lubrificantes. Ou seja, estava mais do que na hora de reconhecer esse trabalho”, destacou Kapaz.
Prêmio ICL de Jornalismo valoriza originalidade das reportagens
A primeira edição do prêmio está estruturada em duas categorias principais: Texto, para reportagens escritas que desvendem o submundo do mercado irregular; e Áudio e Telejornalismo, para produções em rádio e TV que captem a atenção do público com narrativas envolventes.
Além disso, o ICL criou uma Menção Honrosa, um reconhecimento especial para matérias que se destacarem pela qualidade e impacto, independentemente do formato ou do veículo em que foram publicadas. Essa abertura reflete o espírito do Instituto: valorizar vozes diversas que amplifiquem a luta por um mercado mais limpo.
Ao longo de cinco anos, o ICL já deixou sua marca. Trabalhando no apoio a órgãos como Receita Federal, Secretaria de Fazendas, Ministério Público, Ipems, Procons, Delegacias especializadas em defesa do consumidor e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Instituto ajudou a desmantelar esquemas de sonegação, inadimplência e adulteração de qualidade e quantidade, além de propaganda enganosa, recuperando recursos e protegendo consumidores.
O Prêmio ICL de Jornalismo é um passo além: ao engajar a mídia, o Instituto quer amplificar o debate público, conscientizando a sociedade sobre os custos do mercado irregular – que vão desde preços artificiais e irreais até riscos à segurança e ao meio ambiente.
A celebração dos cinco anos do ICL não é apenas uma retrospectiva de conquistas, mas um olhar para o futuro. Kapaz lembra que o Prêmio ICL de Jornalismo simboliza essa visão: um mercado de combustíveis mais justo não se faz só com fiscalizações, mas com transparência e informação de qualidade.
“Entendo que o maior inimigo das fake news são os jornalistas. São eles que o tempo todo desmontam mentiras e distorções que as mídias sociais, infelizmente, carregam. Não bastasse isso, lembre-se de que teremos um júri altamente especializado avaliando todas as reportagens”, explica o presidente do ICL.
Conheça os jurados do Prêmio ICL de Jornalismo:
Antenor Madruga
Antenor Madruga é advogado, Doutor em Direito Internacional pela USP e sócio fundador do escritório Madruga BTW. Ocupou cargos de destaque no setor público, atuando como Advogado da União, Secretário Nacional de Justiça, Diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) e membro do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Além disso, idealizou a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA).
Desde 2008 atua na iniciativa privada, representando grandes empresas, instituições financeiras e indivíduos em litígios complexos. É conselheiro independente da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), membro da International Academy of Financial Crime Litigators e integra o Conselho Consultivo do Instituto Combustível Legal (ICL).
Milton Seligman
Milton Seligman é engenheiro eletricista com uma carreira diversificada nos setores estatal, terceiro setor e privado. Formou-se na Universidade Federal de Santa Maria em 1974 e trabalhou em várias empresas do sistema elétrico brasileiro e no setor de tecnologia da informação. No setor público, Seligman serviu sob os presidentes José Sarney e Fernando Henrique Cardoso em diversas funções, incluindo Secretário Executivo e Ministro da Justiça interino.
Sua carreira também abrangeu um período como chefe do Departamento de Projetos na agência internacional de notícias Inter Press Service (IPS), em Roma, de 1990 a 1993. Posteriormente, atuou como vice-presidente de Assuntos Corporativos na Ambev, a filial da América Latina da Anheuser-Busch InBev, de 2001 a 2013. Desde 2014, é membro do Conselho de Administração da Ambev.
Fernando Veloso
Fernando Veloso é graduado em Direito pela Universidade Estácio de Sá e com título de pós-graduação em Políticas Públicas de Justiça Criminal e Segurança Pública pela UFF/2005. É também delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Atualmente, é diretor geral das Comissões Permanentes de Inquérito Administrativo da Corregedoria Geral de Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Participou como convidado do Primeiro e Segundo Fóruns de Debates promovidos pela Universidade de Toronto, respectivamente em Bogotá (JUL17) e Toronto (Mai16), sobre “Inovações na investigação e persecução penal em homicídios, impactos no sistema de justiça e indicadores nas Américas”, com participação restrita a policiais, promotores de justiça, representantes da mídia, organizações sociais e pesquisadores do Brasil, México, Honduras, Colômbia, Estados Unidos e Canadá.
Foi também membro do Comitê Executivo de Segurança Integrada Regional do Estado do RJ para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.
Luiz Claudio Costa Latgé
Luiz Claudio Costa Latgé é jornalista, formado pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e também documentarista e colaborador do jornal O Globo.
Trabalhou no Jornal do Brasil, de 1980 a 1985, como repórter, foi correspondente em Buenos Aires, quando cobriu a Guerra das Malvinas, e colunista do Informe Econômico. Na TV Globo, de 1985 a 2015, foi repórter no Rio, editor dos jornais Bom Dia Rio, RJTV, Jornal Hoje, Jornal Nacional e Jornal da Globo. Também foi editor do Fantástico e diretor da Globo News, além de diretor executivo de Jornalismo e diretor adjunto de comunicação da TV Globo.
É mestre pelo programa de Mídias e Cotidiano, pela Universidade Federal Fluminense (UFF), e MBE em Macroeconomia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atua, também, como professor substituto de Jornalismo do Instituto de Artes e Comunicação Social da UFF.Desde 2015, é sócio da LS Consultoria em Comunicação e desenvolve atividades acadêmicas.
Deluse Amaral Rolim Florentino
Deluse Florentino é promotora de justiça, formada pela faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba, com 32 anos de carreira no Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Atualmente, é titular da 5ª Promotoria de Justiça Cível da capital, atuando perante a 6ª Vara de Família do Recife.
Foi presidente da Associação do Ministério Público de Pernambuco, no período de agosto de 2020 a agosto de 2024 e, atualmente, é Coordenadora da Comissão de Mulheres da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), tendo sido relatora das pautas em defesa dos direitos das mulheres no Conselho Deliberativo durante o período de 2020 a 2022. Dirigiu também a CONAMP Nordeste de 2022 a 2024.
Exerceu as funções de Procuradora de Justiça Cível Convocada e Assessora Técnica em Matéria Cível e Criminal da Procuradoria Geral de Justiça. Foi Diretora da Escola Superior do Ministério Público de Pernambuco de 2013 a 2017. Publicou, em coautoria com JJ Florentino dos Santos Mendonça, a obra jurídica intitulada “Instrumentos para Efetivação do Acesso à Justiça”, lançada em 2005, pela editora Bagaço, do Recife PE.

